quinta-feira, 10 de novembro de 2016

TEMA 12: A Cabalá, os Anjos, 72 nomes de D´us e a Astrologia

A partir desta postagem estaremos entrando no mundo místico da Cabalá. Pelos caminhos da astrologia iremos conectar-nos aos Anjos Espirituais que habitam os mundos superiores. Estaremos desenvolvendo mantras para a meditação. O Zohar, o principal livro sobre a Cabalá, juntamente com o Tânya (Likutei Amarim Tanya), escrito por  , o primeiro Rebe de Lubavitz, o Sêfer Ietsira (Livro da Fundação) e principalmente a Torá, de onde são retiradas as revelações para todas essas obras, são as nossas fontes para estudar a astrologia e os anjos, os mantras e os nomes de D´us.

Objetivamente, antes de entrarmos nesse assunto, para estudar a parte teórica, o misticismo e a possibilidade de utilizar todo esse aparato para a alma, vamos saber o que temos pela frente.
Num post anterior, foi mencionado os vários níveis de entidades criadas no Universo. Foi quando conversamos sobre o livro Os caminhos de D´us, de Moshe Chaim Luzzatto, quando discutimos sobre a astrologia e o judaísmo. Para sabermos do que vamos discutir e ter de antemão os recursos que dispomos para trabalhar a nossa alma, vamos dar um breve passeio por esse assunto: os anjos e os 72 nomes de D´us.

Os 72 nomes de D´us foram tirados da Torá, o antigo testamento, de três versículos que contam a passagem do povo hebreu através da abertura das águas do Mar Vermelho, que Moisés serviu de canal para salvarem-se da perseguição. Os três versículos, em hebraico, cada um deles tem 72 letras. Uma combinação da primeira letra do primeiro versículo com a última do segundo versículo e a primeira letra do terceiro versículo, até a combinação das 72 letras, formando 72 palavras de três letras, formando os 72 nomes de D´us, cada uma deles com três letras. 


Cada nome de D´us está relacionado a um anjo, que serve para enviar a luz (Ór) de Ên Sof (O Sem Fim) para a criação, para o mundo material, incluindo o homem. Mais precisamente, os anjos foram criados por D´us para servir de emissários das Forças Divinas. A palavra Anjos em hebraico (Malachim), significa EMISSÁRIOS. Assim como cada Nome de D´us está associado a um anjo, cada anjo está associado a uma parte de uma constelação (Mazal). Cada anjo está associado a um intervalo de 5 graus num signo do zodíaco que tem 30 graus. São 72 anjos regendo 72 canais de Luz. O primeiro anjo, associado ao primeiro nome de D´us, é Vehu (três letras, Vav, Hei e Vav), significando "A força da superação", que ocupa os primeiros cinco graus de Áries. Cada Anjo tem seu mantra, uma frase dos Salmos. Para Vehu, está associado a ele o Salmo 3, versículo 4: "Tu, Meus D´us, é um escudo a me proteger. És minha glória, a razão de se manter erguida a minha cabeça". Na Etz Chaim (àrvore da Vida), os dois primeiros caminhos são regidos pelas letras Vav e Hei.

No diagrama de Chochmá, acima, estão associados a cada elemento (fogo, terra, ar e terra), dois nomes de D´us e os respectivos Anjos. Cada planeta que estiver posicionado em algum elemento, no caso de Chochmá de 20o a 30o dos signos Cadentes (já discutimos isso antes), terá dois Anjos emissários, o primeiro, dentro desse intervalo de 0 a 10o dos signos cadentes, 0 a 4o o primeiro anjo e 5o a 9o o segundo Anjo. 

Todo esse sistema criado em torno da Etz Chaim, seus caminhos, Sefirót, planetas, letras, anjos e o nome de D´us, propiciam um entendimento profundo de cada parte de nossas almas. É um sistema montado com as energias primordiais da criação e que agem diretamente sobre a nossa maneira de viver e ver as coisas. 

Assim, tudo que existe em nosso mundo, mesmo a menor folha de grama, recebe, essa Luz transportada pelos anjos. Da mesma forma acontece com os planetas.

Entre a Luz (Ór) emitida pelas Forças da Criação (representadas pelas Sefirót), constantemente e ininterruptamente, movem a nossa existência, e a luz que se reflete em nosso mundo físico, o mundo da matéria, existem diferentes planos. São eles: Emanação, Criação, Formação e Ação (já comentado anteriormente). Entre esses vários planos estão os anjos. No livro de Maimônides, Os Oito Capítulos, é desenvolvido extensamente esse assunto e o usaremos como fonte para determinados esclarecimentos.

Oa anjos são entidades que vivem em planos intermediários e que fazem a ponte entre o ponto inicial da Luz (Ór), ao qual chamamos D´us, e tudo que existe em nosso mundo físico. São energias invisíveis, mas que possuem grande poder de influência sobre nossas vidas.

Na Bíblia, O Antigo Testamento (Torá), uma passagem mostra como é claro a presença dessas entidades espirituais entre nós: em Gênesis capítulo 2, versículo 4, quando Jacob, em um momento caótico de sua vida, dominado pela dúvida, deita sua cabeça em uma pedra e sonha com anjos que sobem e descem por uma escada. A partir de então, sua vida toma um rumo completamente diferente.

Qual o estudo que estaremos desenvolvendo aqui com esse assunto? 

Estaremos caracterizando cada anjo com sua associação ao nome de D´us, entre os Seus 72 nomes. Entenderemos o significado de cada um desses 72 nomes, cuja incumbência desses seres espirituais é de acompanhar-nos em nossa passagem pela vida. Da mesma forma como damos um significado aos planetas em nossas Sefirot, teremos os anjos que regem nossas motivações de vida. Poderemos entender através desse estudo como as Forças da Criação estão agindo sobre nós, pela Providencia Divina, para a nossa Correção (Tikun), ou seja pelo propósito com que viemos para esse mundo, qual a nossa missão e como ela pode ser realizada.

A partir desse tema, estaremos estudando cada Sefirá, o significado de cada planeta contido nas Sefirot, o anjo que rege cada posição de nossos planetas e o nome de D´us atribuído a esse anjo, cuja meditação sobre suas letras e seu significado, nos darão a consciência do que somos, o que estamos incumbidos de realizar e como podemos fazer isso.

Com isso, podemos configurar as posições do mapa, e nele, associar a cada parte do mapa um anjo. Dentro de um mesmo signo, que tem 30 graus no círuculo zodiacal do mapa convencional, estão associados quatro anjos, um para cada 5 graus do signo. Por exemplo: em nosso mapa, no signo de Áries, que tem 30 graus dos 360 do círculo zodiacal, cada cinco graus tem um anjo associado. Do angulo zero de Áries até o quarto grau, o anjo Vehuiah é o emissário que cuida das "Forças de Superação" e tem associado o nome Varru de D´us (Vav, Hei e Vav). Para este anjo uma frase do Salmos é o mantra que o anima, o Salmo 3, versículo 4. "Tu, meu D´us és um escudo a me proteger. És minha glória, a razão de se manter em pé minha cabeça". Com exceção de alguns anjos, todos os demais tem seu nome determinado, adicionando ao nome de D´us o sufixo "el". Yeliel, para o segundo nome de D´us Yeli, Seitel, para o terceiro nome de D´us Seiat, Alamia, para o quarto nome de D´us Olam, e assim em diante, todo círculo do zodíaco está configurado com os 72 anjos e os 72 nomes de D´us, com os respectivos Salmos atribuídos a eles.  O circulo zodiacal, que é uma fotografia do seu, mostra os 360 graus em que estão as constelações, e nelas os signos. Cada signo tem 30 graus e em cada 30 graus, quatro anjos estão associados a cada cinco graus. Temos então 4 anjos para cada um dos 12 signos, e consequentemente, 4 anjos para cada signo, completando os 72 anjos. 

Na prática temos a seguinte situação para a meditação cabalística (o tema místico da Cabalá). Analisando o mapa astrológico cabalístico, identificamos nossas forças da alma.  Os potenciais, as capacidades, nossas necessidades, o Tikun (o que deve ser corrigido). No mapa astrológico convencional fazemos o estudo dos trânsitos pelos quais estamos passando. Os trânsitos vão revelar quais as partes do mapa cabalístico está sendo estimulado. Seja um trânsito de uma boa fase, ou um transito em que estaremos sendo testados, teremos um anjo regendo a posição daquele planeta que está sendo afetado (pelo seu posicionamento em algum signo). Temos então a ajuda espiritual, com a mentalização e entendimento do nome de D´us associado e o anjo que rege o planeta afetado. Temos nesse momento o anjo que pode nos sustentar, emitir as energias a que ele tem como missão de ser o emissário, um texto do Salmo, para entoarmos. Sobre essa configuração para o momento em que estamos passando a meditação nos dará a conscientização do que temos que mudar em nós mesmos.  Como consequência, cada Sefirá está regido por seis anjos. No mapa cabalístico, temos então para cada Sefirá, quatro anjos cuidando de seus quatro elementos internos, fogo, terra, ar e terra. A representação de cada planeta nessas áreas do mapa em nossa alma, tem um anjo para nos orientar, disponibilizar as energias do Cosmos e varis outros recursos que iremos ver nos próximas postagens. Mais uma coisa para falarmos, além do planeta natal que esta sob um determinada trânsito, podemos nos beneficiar desse sistema cabalístico para uma auto-conscientização de nossas falhas, aspectos trazidos de vidas passadas e que nos acompanham, realização de nosso Tikun (correção) através do que foi exposto aqui. Basta recorrer aos dois mapas, o cabalístico para características enraizadas na e, no mapa tradicional, as várias facetas de nossa vida, encontrar os Nomes de D´us e seus respectivos anjos, para que possamos fazer o ajustamento de nossas deficiências, ou mesmo, o estímulos para nossos potenciais. É isso que faremos nas próximas postagem. Primeiro definindo todas as relações entre signos, Anjos, nomes de D´us e textos do Salmos. 

Conclusão:

A começar do próximo post, iremos analisar juntamente com a Sefirá e o planeta na Etz Chaim, as forças espirituais de anjos emissários para a nossa vidas e como podemos ter a ajuda para nos conduzir em direção ao nosso Tikun (Correção).

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Tema 11: Lendo a Árvore da Vida (Etz Chaim)

O homem, ponto de contato entre o céu e a terra, é uma imagem de seu Criador. A árvore da Vida é um retrato da criação. É um diagrama objetivo dos princípios que atuam sobre o Universo. Nela estão contidas todas as leis que governam o Universo, bem como sua correlação. Ela é também uma visão completa do homem.
Aqui no mundo relativo movemo-nos entre partículas e ondas, sem que a maioria suspeite sequer de que tudo aquilo que se toca está sempre desaparecendo, e aquilo que se vê não está ali. A solidez é uma charada, um estado temporário do nada, congelado provisoriamente numa forma familiar  aos nossos sentidos, e nós próprios não passamos de viajantes neste cenário sempre em mutação que chamamos Terra.
Através da árvore da vida temos uma associação objetiva que nós dá a visão interior e o conhecimento do princípio do paralelismo, dos universos superior e inferior, exterior e interior. A Árvore reúne numa ordem inteligente todos os aspectos dos fenômenos, demonstrando-os num quadro refletido, um universo no qual o Criador está presente até no mais denso da matéria.
A estrutura da Etz Chaim é baseada em emanações que fluem da primeira Sefirá (envoltório ou recipiente), Keter, até a última e décima Sefirá, Malchut. Após o ímpeto inicial da criação, uma sequência se desdobra a partir da primeira Sefirá na coluna central, através de oito estágios para se dissolver na décima Sefirá no final, também, da coluna central.
Essa progressão é conhecida como o relâmpago, o qual ziguezagueia pela árvore abaixo. Começando por Keter (Coroa), flui por Chochmá (Sabedoria), onde se manifesta com uma dinâmica potente no alto da coluna denominada de Abba (o pai cósmico), o princípio masculino, encabeçando a coluna da direita. O fluxo de energias, o relâmpago, atravessa Biná (entendimento), o qual como Íma (a mãe cósmica), encabeçando a coluna esquerda feminina. As colunas, ativa e passiva, respectivamente, a coluna da esquerda e da direita, denominadas os pilares da severidade e da misericórdia.
O fluxo das emanações, saindo do mundo de Beriyá (intelecto), flui para a coluna da direita em direção a Sefirá de Chessed (misericórdia)[2º. estágio]. Aqui, a energia passando para a coluna ativa novamente, assume a qualidade dinâmica e expansiva desse estágio, antes fluir para a próxima Sefirá, Gevurá (julgamento)[3º estágio]. Nessa última Sefirá, a força é testada, calculada e ajustada, antes de ser transferida para Tiferét [4º estágio], a Sefirá vital, no pilar médio da Etz (árvore). Nesse momento há um ponto crítico de equilíbrio. Tiferét (beleza), tem uma relação especial com Keter, com a conexão que tem através do eixo central. A única coisa que separa Tiféret de Keter é uma Sefirá invisível, conhecida como Daat (conhecimento) que atua apenas em condições  particulares. Em Tiféret uma imagem é mantida, um espelho de Keter, porém atuando numa intensidade menor, depois de passar pelo véu que separa o mundo de Beryá (intelecto) e o mundo de Ietsirá (formação). As emanações são passadas então para a Sefirá de Nétsach (eternidade) [5º estágio]. Esse é o ponto onde as funções ativas repetem-se continuamente para manter o nível de energia. Dessa Sefirá transformadora a emanação flui para Hod (esplendor) [6º estágio]. Hód pode ser traduzido também como reverberação, o que é, talvez, uma melhor descrição de Hód., cujo trabalho é colher e passar a informação. A partir daí a emanação toca novamente a coluna central se se encontra com a Sefirá de Yessód (fundação)[7º estágio]. Aqui as emanações são novamente refletidas, porém de forma obscura, um reflexo de um reflexo, porém ainda forte para produzirem intensas projeções (apenas projeções). Diretamente abaixo, a última Sefirá, Malchut (reino)[8º estágio]. Nessa Sefirá estão acumuladas todas as energias, ativas e todo o processo recebido da Sefirá superior.
Shimon HaLevi, em seu livro Tree of Life, An Introduction to the Cabala, faz uma analogia do fluxo da emanação Divina através das Sefirót com a atividade de escrever um livro:
“.....o relâmpago passando através da Árvore da vida pode ser encontrado no processo de escrever um livro. Keter é a coroa, o princípio ativo. A ideia é concebida em Chochmá. Como uma visão, ela pode ser poderosa, a semente de um grande romance, mas em Chochmá é meramente uma ideia, poderosa mas informe.  Por um longo período ela começará a ser formulada em Biná. Será como uma peça ou como um filme? Talvez melhor como um conto curto e objetivo?  O tempo e o princípio da receptiva Sefirá de Biná dão-lhe forma de livro, digamos de tamanho médio, dedicado a uma situação particular, no qual certos personagens serão incluídos. Nesse estágio ele pode permanecer por alguns anos,  na mente do escritor, o qual talvez nunca chegue a escrevê-lo. Mas, um dia, ele ganha corpo, numa entidade definida. É Daat, conhecimento,. Daí em diante será um processo totalmente novo, chamado por alguns escritores de “bolação”. Ao período de incubação segue-se a gestação, com características de crescimento e expansão. As situações se desenvolvem, fragmentos de diálogos aparecem na consciência do escritor, personagens começam a se desenvolver., toda a história começa a se completar e fazer sentido. Nesse ponto, Chéssed, da operação é que o escritor atira-se ao trabalho ou perde, por pura dissipação mental, ideias que borbulham dentre dele.  Ele começa a escrever um esboço, organizando as forças criativas presentes em seu espírito. Contudo, ele precisa julgar e orientar (função de Guevurá) o material que Chéssed lhe fornece, uma vez que ele é quase excessivo. Aos poucos, o livro começa a ganhar forma, a essência, ou Tifeéret, começa a se manifestar. Talvez seja o mais importante trabalho de sua época, a destilação da experiência de toda uma vida, talvez se trate apenas de um humilde livro didático, mas seja como for ele trará sua própria marca registrada, sua personalidade particular. É assim que nós distinguimos um Tolstoi de um Hemingway. Em Tiféret, a síntese da forma e da energia está centrada na coluna do meio, e aqui está a razão pela qual a Sefirá é conhecida como Beleza. De qualquer maneira, a esta altura do livro ainda não estará visível, estando ainda em grande parte na mente do escritor.  Ele ainda tem que compô-lo em seu todo, ou a obra será mais uma obra-prima não escrita. Netsach (eternidade) cumprirá essa parte da tarefa.  As força vitais do corpo, controladas por Hod, os processos voluntários, farão com que a pena se mova sobre o papel. Netsach sabe sua tarefa instintivamente, enquanto Hod, treinado com reflexos mentais e físicos, enfoca os conhecimentos adquiridos com a linguagem, no que serão sentenças compreensíveis. Yessód, fundação, que é um amálgama de tudo o que já passou, organiza a operação de um modo bem pessoal, retendo o que já foi escrito e mantendo a memória do conjunto, para efeito de consulta e referência. Malchut, é a última Sefirá, o corpo e o livro em si, a verdadeira manifestação física no mundo. O céu encontrou a Terra.”

Nos próximos temas, vamos terminar o mundo de Beryá (intelecto), falando do significado da letra Vav. Encerrando essa parte, analisar o mapa astral de Einstein na totalidade do que aprendemos até aqui. As Sefirót, as letras, o elemento fogo e os signos com os planetas de Albert Einstein.

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Tema livre: A previsão na Astrologia Cabalística

Como já foi comentado num tema anterior, D´us restringiu ao homem a possibilidade de fazer previsões. Olhar o futuro, predizer acontecimentos. Isso é profecia e somente escolhidos tem esse dom. Porém, a astrologia foi dada a ser conhecida para que o ser humano tivesse um conhecimento de sua alma e de sua missão durante os retornos da alma à vida. Para que possamos fazer a nossa correção (Tikun), precisamos estar conscientes do nosso papel na vida. É claro que podemos fazer isso sem a ajuda da astrologia, mas, se a conhecemos, temos uma rota mais segura do que precisamos fazer, do que precisamos corrigir e do que precisamos aprender. A ilustração ao lado é a foto de um folha para o estudo dos trânsitos. Aparecem os planetas mais impostantes para esse estudo (de baixo para cima, Marte, Júpiter, Saturno Urano, Netuno e Plutão). Horizontalmente, estão marcadas as posições dos planetas nas constelações, isto é, o percusso de cada planeta através dos signos de janeiro até dezembro de 2017. Estão desenhados em vermelho os trânsitos, marcando o período que eles refletem o que acontece no "aqui em baixo".

Na astrologia convencional (ou tradicional) as previsões são realizadas através dos trânsitos planetários. Trânsitos astrológicos são ângulos importantes (60, 90, ou 120 graus) entre o planeta que está em seu percurso normal hoje em sua órbita em relação a posição de outros planetas do nosso mapa astrológico natal, ou seja, os planetas na posição em que estavam na data do nascimento. Por exemplo. tenho Saturno a 21 graus e 56 minutos no signo de Sagitário. Os trânsitos importantes com esse Saturno natal no meu mapa (trânsitos com Saturno são sempre importantes), serão aqueles em que os planetas em suas órbitas atuais façam ângulos de 60, 90, ou 120 graus com esse meu Saturno natal, ou seja planetas que estejam passando por esse mesmo angulo (21 graus e 56 minutos) nos signos de Aquário (60 graus), Peixes (90 graus) ou Áries (120 graus), ou então, nesse mesmo angulo (21 graus e 56 minutos) em libra (60 graus), Virgem (90 graus) ou Leão (120 graus), serão trânsitos importantes a serem estudados. Esses trânsitos mostram as fases da vida pelas quais estamos passando. Pode-se fazer uma estimativa do futuro, mas será um tiro no escuro, pois as interpretações serão muito subjetivas e muito dependentes do que a pessoa escolhe como rumo para sua vida (o livre-arbítrio).

No parágrafo anterior abordamos sobre trânsitos. Eles podem ser muito úteis para entendermos as fazes pelas quais passamos pela vida. São principalmente importantes e valiosos quando os estudamos no momento que estamos passando por eles. Quanto mais próximo da data presente olharmos para os trânsitos, mais eles serão valiosos para um autoconhecimento, para corrigir algo em nós, para entendermos alguma dificuldade pela qual estamos passando. Fiz meus mapas e de minha família durante os últimos 30 anos, sempre no final do ano e para analisar como seria o ano que estava entrando. Foram raras as vezes que os trânsitos não refletiram o que estava acontecendo, e essas vezes foram com trânsitos que eu pude compreender e evitar que afetassem negativamente. O s momentos mais marcantes da minha vida eu pude observar acontecendo no momento exato desses ângulos com meus planetas natais.

Bom, e para a Astrologia Cabalística, é possível fazer essas avaliações? Existem trânsitos na Astrologia da Cabalá? Podemos fazer com o Mapa Astral Cabalístico o mesmo que fazemos com o Mapa Astral convencional?

Sim, sem dúvida nenhuma. Porém, pela própria estrutura da Etz Chaim, que privilegia  mais a estrutura de nossas almas, que facetas de nossas vidas, é difícil visualizar o transito. O mapa astral convencional é como uma ilustração do céu, o mapa da Cabalá é uma representação das forças de nossa alma.  Porém, podemos identificar os trânsitos pelo mapa convencional e analisá-lo no mapa cabalístico. Por exemplo, se estou passando por um transito de Saturno em sua órbita atual fazendo um angulo de  120 graus com com meu Sol Natal (em gêmeos), isso é um trígono entre Saturno e Sol. Ao envés de analisar o que é isso no mapa convencional, podemos analisar no mapa cabalístico. Tenho que procurar onde o Sol (natal) aparece nas Sefirót e nos caminhos de minha Etz Chaim. A análise será muito mais aprofundada, verificando o que se passa em minha alma de acordo com o transico que está acontecendo. Na Cabalá tem uma frase que se repete muito: "Aqui em baixo como lá em cima". Analisar aspectos com o Tikum são particularmente ricos. Temos o significado do planeta na Sefirá e o significado do planeta em transito fazendo ângulos importantes com planetas nas diversas Sefirót de meu mapa cabalístico. Esses trânsitos mostram o que se passa com minha alma a nível intelectual e emocional, com o Tikun, Kiron e a Lilit.

Pesquisa sobre identificação de Problemas mentais segundo o mapa cabalístico


Pesquisa aberta
Identificação de problemas mentais pela astrologia cabalística

A astrologia da cabala trás um mapa da alma, onde estão as raízes dos problemas mentais. Especialmente nas Sefirot no mundo intelectual de Séchel.
Estou fazendo uma pesquisa, com objetivo de comprovação estatística, na identificação, com um elevado nível confiança na de problemas mentais e psíquicos, como alzaimer, depressão e ansiedade, pânico, neurose, fobia social, psicose e manias, inclusive a psicopatia. São doenças metabólicas que podem ser aliviadas e até controladas com medicação, com exceção do Alzheimer. Mesmo assim, a Etz Chaim trás caminhos para aliviar esses problemas, porém não é descartada a necessidade da medicação. Pessoas interessadas em ter um feedback sobre esse assunto no mapa de parentes, ou de seu próprio mapa podem enviar os dados por e-mail, não é necessário identificar de qual pessoa se refere.

Os dados necessários para o cálculo do mapa cabalístico:
Data de nascimento: dia/ mês/ ano de nascimento
Local de nascimento: a cidade natal
Se possível o horário de nascimento.

Os planetas Marte, Saturno, Plutão, Mercúrio, se posicionados em determinados lugares da Etz Chaim, combinando com as letras dos caminhos e o elemento da Sefirá onde está posicionado, pode alertar para a presença ou potencial desenvolvimento dessas doenças. Juntamente com os dados, se tiver o problema mental, por favar indicar (opcional).

E-mail para enviar os dados: gilberto.gerstler@gmail.com

Blog de Astrologia Cabalística: astrologiazohar.bogspot.com.br

Obs: sigilo e confidencialidade das informações, com o feeedback que será encaminhado para o e-mail do solicitante, informando o resultado. Não é necessário se identificar.

As informações serão utilizadas apenas para estudo estatístico das ocorrência desses problemas segundo as revelações da Cabala nessa área.

Agradeço a participação

TEMA 10: Folha para o Mapa Astral Cabalístico



Neste TEMA iremos mostrar a folha para montagem do mapa astral cabalístico.

Elementos da folha do Mapa Astral:

1. Etz Chaim
2. Elementos fogo, água, terra e ar nas Sefirót
3. Tabela para colocação dos planetas nas Sefirót
4. Correspondencias dos planetas com o mapa convencional
4. Tabela das letras hebraicas com respectivos valores


A folha para montar o Mapa Astral Cabalístico tem todas as informações para personalizar a Etz Chaim. Os planetas são colocados nas respectivas Sefirót de acordo com a posição dos planetas na data de nascimento. Basta ter as posições dos planetas nos signos e seus respectivos ângulos para transpor na Etz Chaim seus posicionamentos.

A análise segue o seguinte roteiro:

1. Calcula-se o signo  e o planeta da tônica do mapa através da numerologia do nome do dono do mapa e de sua mãe (será descrito mais para frente esse cálculo).
2. Número de planetas nas colunas para determinar a mais carregada.
3. Análise das Sefirót mais carregadas (com mais de três planetas).
4. Análise das Sefirot vazias.
5. Distribuição dos planetas no mapa, área mais carregada de planetas.
6. Caminhos carregados (mais de três planetas).
7. Elementos em destaque (terra, água, fogo e ar)
8. Análise de cada planeta e cada Sefirá.

Observações:
 Em Chochmá é possível avaliar a presença de uma doença mental
 Em Malchut é possível avaliar a presença de alguma doença física

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Tema 9: A Astrologia e o Judaismo

Até agora viemos conversando objetivamente sobre a Etz Chaim, descrevendo as primeiras Sefirot, as letras hebraicas que caracterizam os caminhos, os planetas que regem essas áreas e os elementos fogo, água, ar e terra. Porém, como o Judaísmo enxerga todos esses assuntos? É contra, é à favor, é proibido, é estimulado a estudar?

Para responder  essas perguntas vamos nos remeter aos sábios que interpretaram a Torá, o Talmud e estudiosos da Cabalá. Moshé Chaim Luzzatto, nascido em Pádua, Itália, no ano de 1707. Também conhecido como RaMChaL, pelas iniciais de seu nome, é conhecido pela sua obra O Caminho dos Justos (Messilat Yesharim), uma obra clássica sobre piedade/devoção. Nesse livro encontramos um caminho para a santidade. Porém, um outro livro, O Caminho de D´us (Derech HaShem), é uma síntese de todo pensamento judaico. Um livro com quatro partes: O Fundamento, A Providência, A Alma e Servindo à D´us. Ramchal sintetiza em poucas páginas cada assunto ligado á religião judaica. Entre todos os assuntos, dois deles, são importantes para responder ás nossas perguntas.

Na primeira parte, O Fundamento, no capítulo intitulado O físico e o Espiritual, e na segunda parte, A Providência, no capítulo A Influência das Estrelas, Rabbi Moshé Luzzatto disserta sobre as forças da natureza criadas por D´us e as estrelas como reflexo. As citações abaixo foram extraídas desse Livro, O Caminho de D´us.


"A criação de modo geral consiste de duas partes básicas: o físico e o espiritual.
O físico é o que experimentamos com os nossos sentidos,  e isto, por sua vez, é dividido em terrestre e astronômico. O Astronômico inclui corpos celestes como as estrelas e os planetas. O terrestre inclui tudo o que está na esfera inferior: a terra, a água, e a atmosfera, e todas as coisas detetáveis neles contidas.
O espiritual é composto por todas as entidades que não são físicas e que não podem ser detectadas por meios físicos. Elas, por sua vez, estão divididas em duas categorias: almas e seres transcendentais.
As almas compreendem uma classe de entidades espirituais que estão destinadas a a entrar nos corpos físicos. Elas existem para ficarem circunscritas por e fortemente ligadas a esses corpos, agindo sobre eles de várias maneiras, em épocas diferentes.
Os seres transcendentais compreendem uma classe de entidades espirituais que não são entidades destinadas a serem associadas aos corpos físicos. Eles estão divididos em duas categorias. A Primeira categoria é composta pelas Forças (Kochót) e a segunda, pelos anjos."

É sobre essas Forças que no outro capítulo, Ramchal irá falar sobre as estrelas.

"Na primeira seção, examinamos como todo fenômeno físico tem suas raízes entre as Forças transcendentais. Então, quando esses fenômenos estão assim enraizados de todas as maneiras possíveis, eles devem refletir-se e transmitir-se a uma coisa física, na forma necessária.
Por esse motivo, as estrelas e os planetas foram criados. Através de seus ciclos, todos os fenômenos enraizados no reino espiritual são transmitidos e refletidos às suas contrapartidas físicas. Aí então, eles podem existir no mundo terrestre, numa forma adequada.
O número de estrelas, assim como os níveis de suas diversas divisões, foram designados, todos, da maneira julgada necessária e mais adequada pela Sabedoria Suprema para esse processo de transmissão.
A capacidade de existir de todas as coisas terrenas é influenciada pelas suas respectivas estrelas. Através dessas estrelas, sua essência é refletida de seu aspecto lá no alto, entre as Raízes e aqui na terra."

Resumindo numa frase, Rabbi Moshé Luzzatto, menciona a existência de Forças espirituais transcendentes. Essas Forças atuam sobre a existência física e essas influências são refletidas pelas estrelas, por suas  posições e divisões no céu.

É necessário ler o texto na sua totalidade para entender o raciocínio desenvolvido por Rav Luzzatto para explicar todo o processo de interação entre as Raízes, forças transcendentais que atuam sobre o nosso mundo físico.

É importante mencionar, também, que Ramchal cita a astrologia como ferramenta para ajudar a ter uma visão mais clara do mundo físico, porém, que D´us estabeleceu limites para esse entendimento e acesso, pois o livre arbítrio existe e pode alterar as energias e forças estabelecidas.

"No entanto, também é possível que essa influência estelar seja superada por um poder maior, Normalmente, isto acontece, e consequentemente nossos sábios nos ensinam que "Não há uma constelação (Mazal) para Israel". O poder dos decretos e da influência de D´us é maior que o das estrelas, e o resultado disso, então, depende da influência maior, antes que da influência astrológica".

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Tema 8: A Sefira de Biná

A segunda Sefirá que iremos discutir é Bina. Já conversamos sobre a Sefirá de Chochma, onde existe a centelha do pensamento intuitivo e transcendente, agora a Sefirá de Biná, Entendimento, aonde a reinterpretação do mundo através das lentes Chochmá é direcionado, tomando forma, discernindo as idéias e estruturando o pensamento racional, lógico e causal.

Segundo Deepak Chopra, temos 100 mil pensamentos por dia, sendo que 95% deles são repetidos a cada dia. Esse é o processo de Chochmá. No mundo transcendente de Chochmá o pensamento está livre, fora de nosso controle. Lá são criadas imagens, símbolos, pensamentos e todos sem o nosso comando. Um único pensamento pode ficar se repetindo milhares de vezes sem que consigamos parar, até que ele se torne uma verdade, mesmo que totalmente longe da realidade. Então é nesse emaranhado de pensamentos que entra a energia estruturadora da Sefirá de Biná. A chave para criar mudanças está em, primeiramente, reconhecer hábitos da mente. A função da Sefirá de Biná é a de absorver a centelha da Chochmá criativa da reinterpretação e redirecioná-la segundo uma nova maneira de pensar. A mudança que podemos fazer, de erros repetitivos e reincidpentes, da inflexibilidade da mente de Chochmá, exige um envolvimento consciente na transição da centelha do pensamento de Chochmá para o fluxo da maturidade do pensamento em Biná.

Em contraposição, os pensamentos livres que percorrem a mente pelo fluxo de Chochma, também podem ser bons pensamentos, positivos e construtivos. Nesse caso, aproveitando a força de Chochmá, a repetição desses pensamentos só trará benefícios.

Dessa forma, temos duas canalizações das energias dos fluxos mentais, uma livre e subconsciente, outra, estruturadora e consciente. Cabe ao bom uso dessas forças alimentar pensamentos construtivos ou redirecionar pensamentos destrutivos. Essa administração das energias psíquicas está a cargo totalmente de nossa vontade. Esse é o livre-arbítrio dado por D´us. Somos donos de nossos destinos se soubermos como direcionar nossa vontade para o próprio bem estar e saúde.

Como podemos ver na ilustração no topo da página, Chochmá é regida pelo planeta Urano e Biná é regida pelo planeta Saturno. Urano atribui uma característica de rebeldia, criatividade, impulsividade, inovação, sem a noção de espaço ou tempo e atitudes inesperadas, enquanto Saturno atribui um comportamento estruturador, disciplinador e dotado de tempo e espaço. Esses planetas são a expressão das duas Sifirot (plural de Sefirá). Na Etz Chaim natural, esses são os lugares dos dois planetas. Numa Etz Chaim pessoal, outros planetas podem estar no lugar de Urano e Saturno. Assim, os fluxos de energia mental terão características conforme os planetas que as ocupam. Como vimos no mapa de Einsteim, em Chochmá aparecem os planetas Mercúrio e Saturno, que dão as características possuídas por Einstein nessas áreas. Em Biná aparece o planeta Vênus. Esse planeta, na área do elemento fogo, no topo da Sefirá de Biná, vai determinar uma energia estruturadora do fluxo de Chochmá direcionada para a beleza, como veremos na análise no mapa cabalístico de Einstein, no Tema 5. Nesse TEMA: O Mapa Astral Cabalístico de Einstein, estará desenvolvida a análise desse posicionamento de Vênus, juntamente com o que vimos dos significados das Letras Hei e Shin, integrando com a  posição de Saturno e Mercúrio em Chochmá, que já foram discutidos.

Nesse mundo de Beriyá, a inata natureza da mente, onde fluem as energias de Chochmá, Biná e uma terceira Sefirá que veremos, Daat (Conhecimento), as emoções não estão presentes, apenas as forças da mente. Em Daat, através de um canal para o mundo de Yetsirá, o plano das emoções, as energias mentais se conectarão com as energias dos fluxos das Sefirot por onde fluem as emoções e sentimentos.